quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Metáfora
No meio de um labirinto eu me escondi em um abraço macio que me cobriu inteira. Não me importa quantos demônios gritem em volta, quantos gritos ecoem, quantos corpos incendeiem. Eu estou aqui. Em tempos de guerra, o que eu faço com esse pouquinho de paz? Quero pra mim, o tempo todo, quero sempre. Chamo de paz. Acho que é azul, translúcido, líquido, morno, perfumado, doce. É onde eu estou. Ninguém encontrou aqui antes de mim. Acho que estava me esperando. Meu grito já é baixinho e meu choro que ficou abafado, cessou. Apenas feche os olhos e não corra por esses muros, não se perca novamente e me escute sem que eu fale nada. Eu quero ser a primeira, a última. Eu quero ser a única. As explosões não param e eu estou ilesa. O meu pontinho de paz no meio do labirinto em chamas.
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3 corvos bicando seu olho:
Eu encontrei essa paz na forma mais genial possível. E no lugar mais improvável.
Na mesma intesidade me apaixonei tanto por ela que ficou impossível não querer sempre.
:***
amor!
Oi Gabi,
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abrs
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